quarta-feira, 19 de junho de 2013

Plano de Aula "Números Racionais"

Tema : Leitura de problemas com frações e anotações
Objetivos 
- Conhecer e adotar procedimentos de leitura para a compreensão de enunciados de problemas matemáticos.
 

Conteúdos 
- Leitura de enunciados de problemas.
 
- Frações e mínimo múltiplo comum.
 

Anos 6º e 7º. 

Tempo estimado Uma aula. 

Material necessário 
Cópias (uma para cada aluno) do enunciado do problema dos 35 camelos, presente no capítulo 3 do livro
 O Homem que Calculava, de Malba Tahan, e transcrito abaixo. 

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Distribua cópias do seguinte problema:
 "Um fictício matemático árabe chamado Beremiz Samir, do século 10, época em que os matemáticos árabes eram os melhores do mundo, viajava com um amigo pelo deserto, ambos montados em um único camelo, quando encontram três irmãos discutindo acaloradamente. Haviam recebido uma herança de 35 camelos do pai, que deixava a metade para o mais velho, a terça parte para o irmão do meio e a nona parte para o irmão mais moço. O motivo da discussão era a dificuldade em dividir a herança: o mais velho receberia a metade. Acontece que a metade de 35 camelos corresponde a 17 camelos inteiros mais meio camelo! O irmão do meio receberia a terça parte, ou seja, 35 dividido por 3, o que resulta em 11 camelos inteiros mais 2/3 de camelo! O caçula receberia a nona parte de 35 camelos, ou seja, 3 camelos inteiros e 8/9 de camelo! Naturalmente, cortar camelos em partes para repartir a herança seria destruí-la. Ao mesmo tempo, nenhum irmão queria ceder a fração de camelos ao outro. Mas o sábio Beremiz resolveu o problema e apresentou a seguinte solução: ‘Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui vos trouxe. Os camelos agora são 36 e a divisão é fácil: o mais velho recebe 1/2 de 36, ou seja, 18; o irmão do meio recebe 1/3 de 36 , o que equivale a 12; finalmente, o caçula recebe 1/9 de 36, que é igual a 4’. Os irmãos nada reclamaram. Cada um deles ganhou mais do que receberia antes. Todos saíram lucrando. Beremiz explicou sua resolução: ‘O primeiro dos irmãos recebeu 18, o segundo, 12 e o terceiro, 4. O total da herança recebida por eles é 18 + 12 + 4, ou seja, 34 camelos. Sobraram 2 camelos, um deles pertence a meu amigo, o que foi emprestado a vocês para permitir a partilha da herança, mas agora pode ser devolvido. O outro camelo que sobra fica para mim por ter resolvido esse complicado problema de herança satisfatoriamente’".
De início, proponha a leitura individualmente. Em seguida, realize uma leitura em voz alta, esclarecendo eventuais dúvidas de vocabulário para que todos possam entender a história.
 

2ª etapa 
Organize a turma em dupla para que discutam as seguintes questões: "Como o feito do matemático foi possível?" e "Como todos os irmãos ganharam mais camelos do que lhes cabia e, ainda assim, sobrou um camelo?" 

3ª etapa 
Anote no quadro as várias hipóteses e procedimentos sugeridos pelas duplas. Ao longo da exposição, introduza perguntas sobre a validade dos argumentos, sugerindo novos caminhos para a solução: quais são os dados oferecidos para resolver o mistério? Dá para abrir mão de algum deles? Ou, ao contrário, falta algum dado? O que representam as frações citadas? Qual a relação delas com o testamento deixado pelo pai? É necessário transformá-las em números inteiros para resolver a questão ou existe outra forma de realizar a operação? Conforme o debate avança, registre os melhores procedimentos no quadro. Também peça à turma que os anote no caderno.
 

4ª etapa 
Se os alunos não desvendarem o enigma sozinhos, questione os aspectos que permitem a soma de frações, retomando os denominadores diferentes e o mínimo múltiplo comum, que permite igualá-las sob o mesmo denominador. É esperado que a turma alcance o seguinte raciocínio: 1/2 + 1/3 + 1/9 = 9/18 + 6/18 + 2/18 = 17/18. Assim, fica explícito que a proposta pelo pai não resulta em um inteiro, e sim em 17/18. E, ao acrescer um camelo ao total, Beremiz obtém 36, o que torna possível dividir por 18, o mínimo múltiplo comum da questão.
 
Avaliação 
Durante a leitura e o debate, verifique se os estudantes compreendem o que o enunciado pede, se selecionam os dados que levam à solução e se conseguem aplicar o tratamento matemático mais adequado para eles. Para obter dados comparativos e avaliar a evolução da classe, repita o procedimento com problemas variados, de enunciados mais simples e mais complexos, longos e curtos, com dados a mais (desnecessários à solução) e a menos.
       


sábado, 8 de junho de 2013

A leitura é a forma maravilhosa de conhecer o passado e o mundo. A escrita é a única forma de matar a saudade , pois se deixei escrito foi porque já vivi. Maravilhoso aquele que nos ensinou registrar nossa vida.
UM TRAUMA COM A LEITURA

Quando iniciei a leitura em minha vida, meu pai comprou uma coleção de livros de conto de fadas de uma pirua na rua,  a capa deles mudava de posição ao mexer, era a coisa mais linda que eu já tinha visto lia e relia varias vezes ao dia. Mas quando tive que ler na terceira série ainda com 8 anos ao invés de ler Pedro li Predo, minha Professora chamou a minha atenção falando Pedro bem alto, desde então fiquei com vergonha e nunca mais quis ler em público.
Só que com a presença de meus alunos isso parece nem ter existido.  
Olá pessoal, sou professora de matemática comecei em 2007 na E.E. João Teixeira de Araujo e hoje estou na E.E.Maria Izabel Cruz Pimentel.
Leciono por amor e desde pequena tenho o prazer de compartilhar o que sei aos outros. Gosto de desafios e o maior deles é o de ensinar até aqueles com maior dificuldade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A importância da leitura


Dez motivos pra gostar de ler livros

Algumas experiências com a palavra escrita.



Olha optei em fazer matemática achando que não iria precisar tanto assim da leitura, ingenuidade 
minha. A minha infância como a maioria não foi fácil até porque não existia ajuda do governo, se
 quiséssemos aprender tínhamos que comprar tudo, os livros sempre de segunda ou terceira mão, 
mas  a minha mãe nunca desistiu dos quatro filhos. Lembro até hoje que ficávamos horas na mesa 
fazendo leitura e minha mãe fazendo eu copiar para ter uma letra bonita, mas mesmo assim 
sinceramente, não me apaixonei pela leitura. Hoje leio mais, mas não livros até pela falta de tempo,
 mas gosto de ler jornais, revistas ou o que me chama atenção.

Fabiana Aparecida Ribeiro Eto

Olá, me chamo Fabiana, sou professora de Matemática e Física leciono desde 2009, este ano estou trabalhando na escola Maria Isabel Cruz Pimentel, é gratificante ver a evolução de cada aluno.
  Gostei muito de ler os depoimentos dos colegas! Como a família é importante em nossa vida! É tão bom recordar da nossa infância!
  Quando tinha meus 4 anos me lembro que o meu irmão mais velho começou frequentar a escola e eu fiquei muito interessada, queria aprender também a ler e a escrever, minha mãe e meu pai começaram me ensinando como escrever meu nome, o nome deles, os números, compraram material escolar e até uma bolsa amarela para guardar tudo, parece que foi ontem me lembro até do cheiro dela!!!!
  Meus pais sempre compravam livrinhos infantis para nós, era muito bom ver as figuras coloridas e inventar histórias, eu adorava fazer isso!!!
Graças à Deus, sempre tive muito incentivo em casa e excelentes professores. Na segunda série ganhei um livro da minha professora se chamava A Pequena Princesa, eu fiquei muito feliz e adorei a história! adorava ir na biblioteca pegar livros para ler, eu viajava com as histórias!!!
  Hoje leio tudo, qualquer coisa que pego estou lendo, mas sinto falta de tempo de ler livros, no momento estou mais lendo livros infantis para meu filho, ele também adora ler e imaginar as histórias, pois ainda esta sendo alfabetizado, procuro sempre em datas especiais presenteá-lo com um brinquedo e um livro e ele adora, se pego algo para ler lá vai ele perto de mim querendo saber o que esta escrito ali! Pra mim isso é maravilhoso! e muito gratificante...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Apresentação do Blog


Esse blog foi criado para o curso Melhor Gestão, Melhor Ensino oferecido pela SEE-SP. Criado por um grupo de professores de Matemática da Rede Estadual de São Paulo.
O curso aborda o desenvolvimento da competência leitora e escritora e sua importância para o desenvolvimento intelectual e social do indivíduo. O uso da narrativa auxilia no aprendizado dos conteúdos e desvenda o mito de que na disciplina de matemática não existe leitura.

Laurinda Danila dos Santos

Olá, tudo bem ????
Me chamo Laurinda, mais na verdade sou mais conhecida pelo meu segundo nome Danila, sou professora de Física e também apoio de Matemática na escola Dr Paulo Araujo Novaes, na rede particular de ensino leciono Matemática para a turminha do 7º Ano. Sou muito feliz com minha profissão!!! E SINCERAMENTE ACREDITO NA EDUCAÇÃO !!!

Leovane de Almeida Barros

Sou Leovane, tenho 31 anos, professora de matemática desde 2008.
Sou casada há 13 anos com o Julio, tenho 2 filhos a Tainá 12 anos, Tales 2 anos e estou grávida de 4 meses, alegrias de minha vida, é por eles que luto e acredito em uma educação de qualidade.
 
 
"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão." (Paulo Freire, educador)

POESIA



 
PASSEIO MATEMÁTICO 
 
 
Interpolei nesse caminho
A interseção de duas vidas
Tangenciei esferas erguidas
No binômio do teu ninho
 
Fiz arranjos de desejos
Na matriz da imaginação
Tua co-senóide então
Derivou-me com teus beijos
 
No prazer determinante
Da combinatória usual
Fostes meu discriminante
O meu módulo ideal

 
Sem limites te amei
Nos intervalos do pudor
Na tua geometria pequei
Com radical teor de amor.

Osiel Barbosa da Silva